![]() |
Imagem tirada daqui |
Eles são amigos,
amantes,
confidentes clandestinos,
e mais são
testemunhas e arguidos,
do crime
não cometido.
Eles são números primos
entre si,
filhos do desassossego,
almas inquietas,
qual pele agrilhoada
à cruzeta
qual pele agrilhoada
à cruzeta
do tempo da espera.
Eles sem se serem,
são
são
fruto da matéria,
são
parte do todo,
parte do todo,
a metade que faz do outro
a “peça” inteira.