Pode ser que o "Pai Natal" seja generoso e se lembre de se esquecer de um, bem recauchutado no criado-mudo do meu quarto!
Graças à parte, ainda que arredia e ausente não me esqueço da Gente que mora dentro deste universo da Blogosfera! E por isso, aqui vos deixo uma linhas aromatizadas a Dezembro, polvilhadas com açúcar e canela.
Assim sendo, para todos sem excepção, e, em especial para aqueles que vivem aqui dentro, e que eu adoraria trazer para o lado de cá de fora desta porta, que nem coelhos tirados da cartola, deixo os meus votos de todo o bem-querer por tempo indeterminado, e já agora, façam por serem felizes, e por fazerem alguém feliz...
Então vá, tudo de bom e assim, para vós e para os vossos.
“o amor é uma invenção esgotante”, passo acitar uma citaçãoextraída
do“Fim de Setembro”do Impontual.
Se me permite(s), sem qualquer intenção ou presunção,
complemento e acrescento, que tal invenção é um fenómeno resiliente que nunca
se esgota.
As
pessoas vão tropeçando por aí, umas nas outras, mas há aquelas que nos embatem de
forma especial. Sem que dê-mos conta, entram sem permissão e instalam-se de
mansinho dentro do nosso ninho afectivo, e o mais engraçado é que não há nada
nem ninguém que quebre essa corrente transparente; nem o silêncio prolongado no
tempo, nem a extrema e franca distância, tão pouco a crispação de personalidade
entre feitios aguçados. O amor afigura-se como um menino traquina, mais teimoso
que a própria teimosia.
Apesar
de todos os pesares, a espera, a esperança e a espectativa continuam a ser os
fios condutores que alimentam esse fenómeno crónico. E, apesar de o Amor ser “uma invenção esgotante” que nunca se esgota,
é dele que brota a força para se continuar a caminhada, com a vantagem de que o
numero primo nunca vai sozinho, segue sempre de coração embalado e aquecido
numa nuvem de algodão doce com sabor a baunilha.