“o amor é uma invenção esgotante”, passo acitar uma citaçãoextraída
do“Fim de Setembro”do Impontual.
Se me permite(s), sem qualquer intenção ou presunção,
complemento e acrescento, que tal invenção é um fenómeno resiliente que nunca
se esgota.
As
pessoas vão tropeçando por aí, umas nas outras, mas há aquelas que nos embatem de
forma especial. Sem que dê-mos conta, entram sem permissão e instalam-se de
mansinho dentro do nosso ninho afectivo, e o mais engraçado é que não há nada
nem ninguém que quebre essa corrente transparente; nem o silêncio prolongado no
tempo, nem a extrema e franca distância, tão pouco a crispação de personalidade
entre feitios aguçados. O amor afigura-se como um menino traquina, mais teimoso
que a própria teimosia.
Apesar
de todos os pesares, a espera, a esperança e a espectativa continuam a ser os
fios condutores que alimentam esse fenómeno crónico. E, apesar de o Amor ser “uma invenção esgotante” que nunca se esgota,
é dele que brota a força para se continuar a caminhada, com a vantagem de que o
numero primo nunca vai sozinho, segue sempre de coração embalado e aquecido
numa nuvem de algodão doce com sabor a baunilha.
Os limites periféricos do meu mundo foram hoje, mais uma vez
substancialmente encolhidos! Pequenino do tamanho de uma ervilha, o meu
universo observa os lugares cativos todos preenchidos, até mesmo os que vão
ficando vazios pelo caminho…
Dedicado ao Adriano Chamiço, uma verdadeira alma da natureza que nos adoptou como família durante 18 anos, Maravilhosos.