sábado, 20 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Metamorfoses
Título: Metaformation
Fotógrafo: Olena Chernenko
Colecção: Vetta
Com o passar dos anos,
dei conta que sou escrava da alma,
só ela me devora por dentro e por fora.
Mas quando me encerro
no seu poder de vitória e de derrota,
dou conta que tudo em mim e tudo à volta
é insignificante, e nada mais importa.
E é nesse preciso momento, quando a hora dobra o tempo
que tudo me transforma em sombras, fumos e vento.
dei conta que sou escrava da alma,
só ela me devora por dentro e por fora.
Mas quando me encerro
no seu poder de vitória e de derrota,
dou conta que tudo em mim e tudo à volta
é insignificante, e nada mais importa.
E é nesse preciso momento, quando a hora dobra o tempo
que tudo me transforma em sombras, fumos e vento.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Doces Venenos
Título: Opium Dreams
Fotógrafo: Olena Chernenko
Colecção: Vetta
Serves-me
doces venenos
em côrtes de desejo.
Queres-me...
Ofereço-me despercebida.
De alma adormecida
faço-me de conta
no conto
do faz de conta.
Fecho os olhos,
dobro o tempo,
reservo o sentimento
e entrego-me ao momento.
Não te tenho,
não te careço,
não te sou
e bebo-te a sede do meu corpo
no desassossego do teu beijo.
Fotógrafo: Olena Chernenko
Colecção: Vetta
Serves-me
doces venenos
em côrtes de desejo.
Queres-me...
Ofereço-me despercebida.
De alma adormecida
faço-me de conta
no conto
do faz de conta.
Fecho os olhos,
dobro o tempo,
reservo o sentimento
e entrego-me ao momento.
Não te tenho,
não te careço,
não te sou
e bebo-te a sede do meu corpo
no desassossego do teu beijo.
domingo, 14 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Sonho da Serpente
Título: Young Woman With Snake as Hair
Fotógtafo: lisa kimberly
Colecção: Flickr Select
Embala-me no teu sonho,
sente o perfume na almofada
e o beijo descer da boca ao peito…
Agora acorda,
dá-me forma e comporta
o que só ao momento importa.
Envolvência, sedução,
palavras ao ouvido,
gemidos, e mais pedidos,
submissão ou talvez ainda não...
E na hora da dança do ventre
na toma da serpente,
abocanha, morde,
entorpece a presa
sem qualquer defesa
e fá-la perder o tino,
no fio do rio
que corre sem destino
para uma morte anunciada…
E fá-la sentir…
Sentir o sentir sentido,
no prazer do derradeiro grito.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Jogo Perigoso
Título: Man Kissing Woman´s Neck
Fotógrafo: Clay Patrick MaBbride
Colecção: The Image Bank
Eu sei, assim como tu sabes,
o sentir que nos move,
e a vontade que nos tolhe.
Eu sei, e tu também sabes
o que nos controla e nos demove
neste querer para além da sorte.
Olham-se em redor as palavras sobre a mesa,
não há amor, não há paixão,
tão pouco, os corpos em fusão
saciam a sede na combustão.
Mas o duelo, esse, permanece em alta contradição
à feição da minha, da tua, da nossa mão.
Eu conheço-o, assim tão bem quanto tu o conheces,
e sabemos sempre porque resulta
esta luta que nos disputa na perfeição,
e este medo que nos remete o freio ao corno do dedo.
Ainda que o jogo seja demasiado perigoso,
tem aquele gosto intenso a sedução, Agridoce!
o sentir que nos move,
e a vontade que nos tolhe.
Eu sei, e tu também sabes
o que nos controla e nos demove
neste querer para além da sorte.
Olham-se em redor as palavras sobre a mesa,
não há amor, não há paixão,
tão pouco, os corpos em fusão
saciam a sede na combustão.
Mas o duelo, esse, permanece em alta contradição
à feição da minha, da tua, da nossa mão.
Eu conheço-o, assim tão bem quanto tu o conheces,
e sabemos sempre porque resulta
esta luta que nos disputa na perfeição,
e este medo que nos remete o freio ao corno do dedo.
Ainda que o jogo seja demasiado perigoso,
tem aquele gosto intenso a sedução, Agridoce!
quinta-feira, 21 de março de 2013
No Rigor do Conceito
Fotógrafo: Michal Podobycko
Ai, se te apanhasse a jeito,
aqui e agora no rigor do conceito…
Dançava o ventre
no teu colo serpente,
sussurrava-te ao ouvido
desejos em forma de gemido,
ao ponto, de no meu ponto
suplicares para não parar…
Entranhava o meu veneno no teu sangue,
invadia-te a mente, roubava-te o nome,
enquanto me jazia ausente noutro lugar
sem dar-te o meu nome a chamar.
Ai, se te apanhasse a jeito, aqui e agora,
não havia mais estória para contar.
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