Regina Pessoa
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quarta-feira, 8 de maio de 2019
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Nem 8 nem 80
Brian Cattelle
Não tenho escrito, é certo!
Não tenho dado sinal de vida, é certo!
Ando arredia, é certo!
Ando desinspirada, também é certo!
Ando enfadada e aborrecida, é um facto.
Se ando de mal com a vida? Não, não ando. A vida é admirável, não me fez mal nenhum…
Acontece que neste hiato de tempo em silêncio, constato, ou melhor, confirmo a minha teoria da conspiração. Olho em volta, e para além das gaiolas virtuais, penduradas por aqui, por ali e por acolá, vejo-me ao espelho como uma peça obsoleta a levitar na realidade factual que nem as palavras que são levadas pelo vento, que afirmo eu, ser um (f)acto um tanto ao quanto ficcional...
Não me tenho como um ser antiquado, fundamentalista, quadrado, ou repassado no tempo, para além de ter presente os ditados, que atribuem ao “meio” ao "eixo" e à "metade" a virtude, o equilíbrio e o lado ponderado de todas as coisas. Mas hoje em dia, essa lengalenga não passa de uma grande fantasia. Por força dos tempos da era contemporânea - ó - moderna, o modo, a regra e o exemplo migraram do I para o III quadrante, tendo como base de referência o eixo axial espacial. Ou seja, o universo ficou de pernas para o ar, todo virado do avesso.
Nem 8 nem 80, dizem. Alvissaras aos 40, reza a regra do equilíbrio. Mas a regra, tem-se revelado uma grande merda, salvo as parcas excepções à regra, segundo dita a regra da regra.
Continuo a preferir o limite dos extremos, os "8" e os "80", mesmo consciente, e ciente de ser detentora de maus fígados. Ao menos sei que os fígados são meus, e, são genuínos. Talvez os encontrem por lá, pelos lados do II ou IV quadrantes, onde todas as realidades, prováveis e improváveis, são possíveis e coabitam em sintonia, abaixo ou acima da mesma linha de terra.
Não tenho dado sinal de vida, é certo!
Ando arredia, é certo!
Ando desinspirada, também é certo!
Ando enfadada e aborrecida, é um facto.
Se ando de mal com a vida? Não, não ando. A vida é admirável, não me fez mal nenhum…
Acontece que neste hiato de tempo em silêncio, constato, ou melhor, confirmo a minha teoria da conspiração. Olho em volta, e para além das gaiolas virtuais, penduradas por aqui, por ali e por acolá, vejo-me ao espelho como uma peça obsoleta a levitar na realidade factual que nem as palavras que são levadas pelo vento, que afirmo eu, ser um (f)acto um tanto ao quanto ficcional...
Não me tenho como um ser antiquado, fundamentalista, quadrado, ou repassado no tempo, para além de ter presente os ditados, que atribuem ao “meio” ao "eixo" e à "metade" a virtude, o equilíbrio e o lado ponderado de todas as coisas. Mas hoje em dia, essa lengalenga não passa de uma grande fantasia. Por força dos tempos da era contemporânea - ó - moderna, o modo, a regra e o exemplo migraram do I para o III quadrante, tendo como base de referência o eixo axial espacial. Ou seja, o universo ficou de pernas para o ar, todo virado do avesso.
Nem 8 nem 80, dizem. Alvissaras aos 40, reza a regra do equilíbrio. Mas a regra, tem-se revelado uma grande merda, salvo as parcas excepções à regra, segundo dita a regra da regra.
Continuo a preferir o limite dos extremos, os "8" e os "80", mesmo consciente, e ciente de ser detentora de maus fígados. Ao menos sei que os fígados são meus, e, são genuínos. Talvez os encontrem por lá, pelos lados do II ou IV quadrantes, onde todas as realidades, prováveis e improváveis, são possíveis e coabitam em sintonia, abaixo ou acima da mesma linha de terra.
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Eu e Ela
![]() |
| Imagem daqui |
Eu e Ela, ela e eu;
as duas faces opostas
da mesma moeda,
do mesmo corpo,
da mesma alma, da mesma
mente
e do mesmo coração.
Eu moro na terra da
realidade
onde a lei da gravidade
foi inventada,
onde a matéria que é
simplesmente
um punhado de massa
enche a peso a medida da
mão.
Ela mora na encosta oposta
Ela mora na encosta oposta
onde eu não existo,
mas onde me vejo e me
assisto,
enquanto espectro da vontade.
Já nós somos a sombra de
um fantasma,
por mais que me agradasse
rever-nos
na silhueta de uma acácia
a dançar uma valsa em
plena savana.
sábado, 24 de junho de 2017
Cage
![]() |
| Noel Oswald - Cage |
Prisioneira,
eu? Tenho para mim que o sou sim.
Ainda que tal afirmação de conteúdo
aparentemente suspeito e duvidoso, se mostre desfasado na era do tempo moderno,
ou contemporâneo, ou o que for, confirmo que sou prisioneira sim, não de ti,
nem de ninguém, mas exclusivamente de mim.
Em
modo de gaiola de ave canora, vejo-me cativa do meu corpo franzino, da razão da
minha mente, do desassossegado da minha alma e do meu batimento cardíaco
militarmente disciplinado. Em boa verdade, sou refém da visão que tenho do
mundo que me rodeia, que me leva a tomadas de posição de defesa severa, sem
grandes manifestações de exteriorização. (Os egos nunca não devem falar mais
alto que o bom senso, e os olhos por vezes devem de permanecer fechados para
não dizerem disparates).
Não é
à toa que afirmo que o “meu” mundo é
pequenino do tamanho de uma ervilha. Já por esse mesmo motivo não arredo pé dos
meus olhos e dos meus poros para fora. Ali. Ou seja aqui dentro do meu eu, e em
voz de oposição, existe uma imensidão vasta, quase do tamanho do infinito pincelado
em tons de cinza, que ora está em estado de vazio, ora está em estado prenhe,
conforme os rigores do tempo. Ali, ou seja aqui dentro, por norma as ruas da
cidade estão desertas por falta de gente que as queira humanizar, e o mar
arisco, na sua adversidade testa a personalidade, o engenho e a arte de quem se
queira atreve-lo a navegar. O limbo, o outro lado vácuo é o meu estado de
sítio, fujo dele sempre que me é permitido, mas não o combato, nem lhe resisto.
Ao invés disso, aninho-me em posição fetal no ventre do abismo, que permanece
na outra margem de mim, onde reside e eternamente persigo o meu maior
desafio, o de alcançar aquela outra morada tão desejada.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Segredo(s)
![]() |
| Imagem tirada daqui |
Há vielas
secretas,
ou segredos
tão só nossos,
que não
devemos desvendá-los
sequer a nós
próprios,
sob pena de
cairmos
no limbo do
labirinto afectivo.
E depois da
queda,
nem a morte
nos encontra,
nem a morte
nos leva.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
O mundo dos “Se’s” e dos “Quase´s”
![]() |
| Imagem tirada daqui |
O “Se” e o “Quase” são duas palavras distintas, que enquanto matéria substantiva
tentam atingir a unidade de medida do tempo e do espaço, respectivamente, a meu
ver, sem grande sucesso. Elas flutuam no vácuo do abismo entre a dimensão
sensorial e o universo de todas a impossibilidades só ali possíveis. Ora é lá, no
mundo dos Se´s e dos Quase’s que brota a nascente da poesia mais
bonita e genuína. É lá, no mundo dos Se´s e dos Quase’s que o sonho presenteia
o ventre do corpo com asas de borboleta e o ser levanta voo em
direcção ao céu, qual limite infinito residente dentro da mente (in)consciente.
Resumindo
e baralhando, gosto muito de poesia e do mundo fantástico ou fantasioso onde
ela se movimenta que nem um polvo no seu habitat natural, agora, Já não gosto
de sentir os tentáculos pegajosos dos Se’s e dos Quase’s na corrente sanguínea do
meu dia-a-dia. Gosto de poesia, gosto de encher as medidas da alma, gosto de sentir
o tesão da paixão à flor da pele e levantar voo de seguida, mas antes disso, antes de ser
consumida pelo vício da espectativa, preciso de saber defender bem a minha baliza, preciso de conhecer
bem a medida do meu tempo e do meu espaço, e, acima de tudo preciso de ter mão precisa no
trajecto do meu caminho. Portanto, viagens ao mundo dos Se’s e dos Quase’s, só
com cinto, de alta segurança.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
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