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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

fios de gente "ausente"

imagem extraída do National Geografic 

poesia
brisa breve de emoção
estados d'alma
desassossego do coração
ausência não faz estória
tão-pouco escreve memórias
nas ermidas da saudade
ausência
cala a voz do silêncio
rouba espaço ao tempo
ganha corpo
declara morte ao momento
ausência desenha ausência
vazios prenhos de solidão
desalento
(in)consciência
pobre folha de papel deserta 
caída se vê na teia do esquecimento

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Da elasticidade da máquina afectiva

Olivia Bee, by Flickr
























Sabemos bem o que não deve ser feito.
Qual silêncio sobreposto,
qual grito aflito,
qual olhar imperfeito!
Coração que sente
não define conceito,
nem se exprime como mente.
A própria razão
desconhece a razão do seu próprio ente.
Coração que é alma de gente,
sempre se revela e sempre desmente
o que a palavra cala e não lhe consente.
E agora? Quando o consentimento da palavra
não lhe for bastante e suficiente?
Deixar-nos-emos esvair por entre os dedos,
na hora do acerto dos ponteiros,
anichando de forma assistida
ao conforto da cobardia?
Ou será que nos permitiremos enfrentar
como se alguém nos espetasse o dedo na ferida,
garantindo a coragem do ser grão
enquanto a vida nos respira?

sábado, 16 de maio de 2015

Maria Felina

Título: Self Portrait
Fotógrafo: Gosia Janik
Colecção: Flickr

Menina ladina, mulher sagaz e desconfiada, não se desvia de si nem por ninguém nem por nada. Herdara da sua mãe a garra, a determinação e a fibra, mas também o sorriso que ela não tinha…Quanto à insanidade e à loucura, essa (ir)responsabilidade é exclusivamente sua.